
Especificações sobre os tipos de trilhos ferroviários
Na prática, os tipos de trilhos ferroviários são classificados conforme peso e comprimento das unidades. Desta forma, a designação é criada com a sigla TR combinada com peso do metro já construído. Por exemplo, TR 37 significa uma unidade ferroviária pesando 37 kg.
Os mais comuns no Brasil são o TR:
- 32;
- 37;
- 45;
- 57;
- 68.
Contudo, vale ressaltar que o peso da barra dos trilhos se relaciona aos trens utilizados naquela via-férrea. Isso quer dizer que se o peso for menor, os vagões utilizados e a carga transportada também devem ser mais leves.
1 – Trilho TR 32 e TR 37
Encontrados com facilidade no Brasil, são geralmente indicados para trens pesando entre 16 e 18 toneladas. Eles também são usados em:
- pontes rolantes;
- trilhos de minas;
- ambientes industriais.
A numeração TR 32 e TR 37 indica que o metro ferroviário no componente pesa de 32 kg a 37 kg.
As especificações de peso do eixo são formuladas conforme os regulamentos estabelecidos e tipo de linha, já que quanto mais pesado for o trilho, maiores investimentos sua fabricação exigirá.
2 – Trilho TR 45
Este tipo de trilho ferroviário é muito flexível. Está presente na malha ferroviária brasileira, tem capacidade de carga de até 20 toneladas por eixo e pode ser usado para transportar cargas não especificadas.
3 – Trilho TR 57 e TR 68
Suportam em torno de 25 e 30 toneladas e podem atender às necessidades das empresas que trabalham com grandes cargas, como nas áreas de mineração, construção civil e transporte a granel.
Por isso, os trilhos devem ser construídos com materiais duradouros e conforme seus objetivos para evitar desgaste e, assim, aumentar sua vida útil.
Conhecer os tipos de trilhos ferroviários é fundamental para o planejamento do transporte da carga, já que a capacidade das vias-férreas varia conforme a sua construção.
Além disso, essa abordagem ajuda a estender a conservação dos vagões e garante a melhor prestação de serviço.
Suas variações são previstas, conforme a Padronização recomendada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e dados da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN).
Os trilhos são indispensáveis às operações ferroviárias, pois são os responsáveis por guiar o trem ao longo do sol e por proporcionam o transporte eficiente de mercadorias e pessoas — em distâncias curtas ou longas.
Os trens estão entre os veículos terrestres mais ágeis e seguros. Eles são menos vulneráveis a interrupções provenientes de alterações climáticas e menos propensos a sofrer acidentes ou contratempos.
A via-férrea é constituída por lastros (pedras britadas) e dormentes (peças inseridas de forma transversal entre os trilhos), compondo um sistema que consegue se adaptar ao peso dos trens.
Neste artigo, falaremos sobre os tipos de trilhos ferroviários e suas especificações. Continue a leitura e aproveite!
Partes fundamentais dos trilhos ferroviários
Os diferentes tipos de trilhos ferroviários foram empregados na estruturação das vias férreas brasileiras.
O estilo mais utilizado é o Vignole (criado por Charles Vignole, engenheiro inglês), cuja estrutura é formada por:
- Cabeça ou Boleto: é por onde as rodas do veículo passam, na estatura do trilho;
- Alma ou Interior: a parte central se conecta com as outras duas;
- Patim ou Patilha: é acoplada ao solo e suporta a peça de trabalho.
A estrutura tem formato de “T” sendo definida pela NBR 7590, que determina que devem:
- guiar as rodas dos veículos ferroviários;
- ser resistentes às tensões do material rodante;
- funcionar como uma viga contínua e servir como condutor elétrico na via-férrea